Ditadura da Paixão



Que eu diga e desdiga
na mudez de agora
desse sentimento indeferido
que me veste por inteira mais uma vez
a resvalar ordens
da ditadura da paixão...

perfura a pele, jorra o sangue
estraçalha os nervos, e por fim
destitui o amor...

Não pondera no risco que acena
próximo à lucidez
inevitável descarte que sibila
e em vez de absolver...condena.


Maria Lucia (Centelha Luminosa)



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