IDADE NO TEMPO


Não nego que nesse tempo
vivo ensurdecida no silêncio logo eu
que ruidosa, improvisei pequenas alegrias
e prazeres em cada passo dado...


Ensismemada nessa via crucis de hoje
no ápice, os arroubos de um vento em viés
que aos gemidos me seca a face alagada...


Os ponteiros do relógio insurgem rapidamente
tramas insólitas em direção ao meu tempo
para a descontinuidade do meu estar...


Não me rendo, ainda!...
Sem prestar contas vou descascando 
a última pele que me reveste
a dividir poemas como se fosse a alma.


Maria Lucia (Centelha Luminosa)


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