O AMOR QUE EU NÃO POSSO VIVER



Não. Não me tire a emoção
nem a motivação
nem o respirar
nem a sina de sonhar
toda a tradução
desse meu sentir...



Não. Não me tire a vocação
de amar
de me entregar
sustentação da razão de ser
da minha permanência
nesse chão etéreo...



dou-te o brilho do nácar
que vem desse amor
construído em desatino
por querer subverter
o destino e a dissonância
entre o querer e o não poder...



mas, não me tire
o que germina vida nesse amor
que não posso viver!



Maria Lucia (Centelha Luminosa)