SOL DO AMOR


De onde vem, oh!...êgide da Vida
rota insondável por onde se alastra?


só o caminho pode saber...


move-se com a leveza da aragem
do seu hálito atemporal
a fluir indulgências a mancheias...


orienta-se por si só pelas vias imundas
de margem desumana
irisa seixos pontiagudos
onde a sombra empenha-se em demorar...



inebria de canto e poesia
aos que se cobrem de sua tutela
incólume filho do Universo
em definitivo...


não retém, nem mesmo, gestos doados
silente celebra o desapego sem dor...


insiste, ainda, a buscar uma vez mais
velhos caminheiros recalcitrantes
pro resgate inadiável educa(dor)...



- Oh!...Sol do Amor!



Maria Lucia (Centelha Luminosa)