Por aqui

terça-feira, 5 de junho de 2012

EM BUSCA DO AMOR


Refletindo sobre o Amor, não há como compreendê-lo pesquisando nos livros, ou nos estudos teóricos a respeito. Também não teríamos um alcance sobre o seu real significado, pesquisando àqueles que dizem “ter” amor por alguém, ou por alguma coisa, pois ele deveria ser alguma coisa, uma substância que possamos ter ou possuir.

Observando as opiniões das pessoas se percebe que a maioria delas responde que o amor não pode ser explicado, e sim, sentido, vivenciado. Logo, para compreender esse sentimento é preciso partir do amor humano, ou seja, do conhecido para o desconhecido, da vivência existencial do Amor, para poder ter uma aproximada idéia do que seja.

Apesar de muitos nesse momento estarem dissertando, poetizando, escrevendo, falando sobre a importância de amar, estarão também os que reagem de forma contrária, questionando sobre o que pretendem os que exaltam e pregam o Amor a esse mundo tão conturbado. O que não deixam de ter razão, pois, se as referências sobre esse sentimento estão demasiadamente desmoralizadas, resultaria num bem maior pelo menos exemplifica-lo.
Se nós agíssemos com amor na maioria das nossas atividades, amor no pensar e no  falar estaríamos já, contribuindo para um mundo melhor.

Todas essas divagações sobre o sentimento do amor partem de uma observação simples das diversas manifestações de amor que experimentamos em nossa vivência existencial:

Amor – materno
Amor –paterno
Amor – filial
Amor – à Pátria
Amor – às artes
Amor – à Humanidade
Amor – a Deus, etc...

Exemplos estes, e tantos outros, que se perdem no anonimato, mostram que é o amor  se elevou a planos do altruísmo, onde a chama continua acesa, mesmo quando os prazeres carnais perdem os seus encantos e são substituídos por aspirações superiores, quando se aceita o outro incondicionalmente, para depois tentar compreendê-lo.

Pensemos em uma mãe embalando nos braços seu filho recém-nascido numa aceitação plena, iniciando a convivência na aceitação e na confiança. E vice –versa.

O ser humano constrói o espaço social em que vive tornando-o mais humano quanto maior for a aceitação e a confiança no outro. No entanto, a redução que se tem feito aos sentimentos derivados do amor, como fraternidade, solidariedade e cooperação, tem subvertido a contribuição que se pode dar ao progresso das relações humanas.
Pode-se notar que nas grandes catastrófes, milhares pesssoas se unem em atos generosos  e solidários arregimentando campanhas para socorrer os desafortunados das tragédias, no entanto, nega um sorriso, um olhar, ou um  cumprimento cordial a servidores comuns em sua vida cotidiana...

Entretanto, todos já experimentaram o amor de alguma maneira, em suas manifestações. Buscando reconhecer o amor em nós mesmos, numa introspectiva dos seus impulsos, ao longo da vida, nos seus bons e nos seus maus momentos, saberemos detectar as sensações biológicas que já ocorreram e ocorrem em nosso organismo psicossomático, que vai desde o estremecimento ou o suor nas mãos, a aceleração dos batimentos cardíacos, à aproximação do ser amado; à sensação de descanso na alma, quando os filhos chegam em casa após uma noitada na balada, do sorriso do médico nos tranqüilizando sobre a procedimento hospitalar bem sucedido de alguém que nós é muito importante ao coração; e de outras situações tão conhecidas nossas, envolvendo a nossa afetividade.

Embora não quisesse introduzir a essas reflexões uma abordagem religiosa, eu não poderia de forma alguma omitir dessa dissertação a figura máxima D’Aquele que melhor e mais perfeitamente ensinou sobre o Amor, além de vivenciar em plenitude os seus ensinos: Jesus!

A síntese proposta pelo Cristo é uma das mais belas psicoterapias que se conhece. Segundo, Augusto Cury, psicólogo e escritor da atualidade, em sua  “Analise da Inteligência do Cristo”, escreve que  Jesus abalou os alicerces da História humana por intermédio de sua própria história, cujo viver e pensamentos atravessaram gerações ensinando e exemplificando o Amor. Não obstante a proposta de Jesus de nos amarmos uns aos outros, o desamor ainda impera desesperador em todos os lugares da Terra.

Gandhi costumava dizer que se é “verdade que quando uma pessoa cai, a sociedade cai com ela, não é menos  verdade que quando alguém se levanta, a sociedade se ergue”. Deduz-se daí que se cada um começar a amar, modifica-se o mundo, pois o amor é uma via de duas mãos, postura solidária que traz benefícios mútuos.

Mesmo quando é óbvio que o amor espontãneo e desinteressado, onde a aceitação do outro, o respeito às diferenças, se sentir parte desse elo com toda a humanidade, da Natureza e dos Cosmos,  ainda  é a melhor estratégia para vivencias sociais mais humanas e felizes, muitos preferem ainda a indiferença, e a ilusão de que se pode viver feliz, separado dos demais,

A busca do Amor, entretanto, é um dos impulsos do ser humano. Todavia, para alcança-lo  o indivíduo deve começar do fim para o princípio, ou seja, começando por amar a si mesmo.
Ao se permitir  o emergir do amor em nós, essa descoberta será sempre o romper do deslumbramento e da alegria  de que falam os poetas, e os apaixonados, os filosófos humanistas e religiosos, e toda a gente que já o sente por si, e por outros.

E inevitável será que esse sentimento passe a preencher a vida de quem o experenciar.
Amar o amor em nós!...

Amar não apenas a uma, a duas pessoas, mas amar o próximo, até que o Amor em nós, torne-se uma Atitude de vida.

Maria Lucia (Centelha Luminosa)


Reflexões inspiradas pelas leituras das obras de Humberto Maturama, criador da Biologia do Amor e da Biologia do Conhecimento, Herculano Pires "Pesquisa do Amor",e também em "Um Bom Começo", da Pedagoga Adalgisa Balieiro.

Reflexões inspiradas pelas leituras das obras de Humberto Maturama, criador da Biologia do Amor e da Biologia do Conhecimento, Herculano Pires "Pesquisa do Amor",e também em "Um Bom Começo", da Pedagoga Adalgisa Balieiro.