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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Algumas Considerações sobre o Amor

(As imagens dessa postagem foram retiradas do Google)

Não pretendo explicar o sentimento de amor em sua essência, pois como fenômeno essencialmente humano, explica-lo seria reduzi-lo a elementos desarticulados muito diferentes de sua realidade vivencial, mas apenas tecer algumas considerações sobre ele.

Os dicionários definem os sentimentos como um conjunto de qualidades morais do indivíduo. Um dos sentimentos mais avaliados e discutidos pelos filósofos e religiosos de todos os tempos é o amor. Declamado e versado por poetas e músicos desde sempre, vivenciado pela humanidade, desde o mais rudimentar “gostar” ao intenso e inebriante “amar”, o Amor encontra-se, no ser humano,  empobrecido ainda, em seu real significado devido à intensa gama de sentimentos que permeia o universo do homem, e se estende em uma ampla faixa que vai do amor ao ódio, sendo este, a quebra da unidade que gera a desarmonia, desfaz laços afetivos, afeta nações e fomenta as intermináveis guerras nos seios dos povos.

Longe de ser estático, o amor se apresenta como um processo contínuo e dinâmico, e se manifesta de múltiplas formas:

Amor – sexo
Amor – cooperação
Amor – perdão
Amor – renúncia
Amor – aceitação
Amor – confiança
Amor – amizade, etc...

Deduz-se que as maiores transformações da vida humana e conseqüentemente das sociedades, se realizaram e se realizam através do amor, e a consciência que temos dele vai se desenvolvendo no tempo e se expandindo na medida em que o homem se projeta em um relacionamento harmonioso e pacifico no coração do outro.

Ao escrever sobre o amor, obrigatoriamente busco a quem direciono esse texto: o próximo!

Mas quem é o próximo?

O EU seria o próximo mais próximo. Não se podendo dar o que não se tem, não havendo amor a si mesmo, não se pode amar o outro produtivamente.
Nascemos dentro de um sistema constituído por paradigmas envelhecidos, carecendo de mudanças urgentes que impulsione o Ser ao legítimo sentimento do amor. O homem cresce muito intelectualmente, tecnologicamente, mas, continua pesado como chumbo por falta de um alargamento consciencial.

Quando falamos sobre o próximo, podemos reconhece-lo de múltiplas formas:

- ele pode ser visto como simples objeto para a satisfação de nossas necessidades;

- o nosso próximo pode ser visto como nosso semelhante, quando nós o consideramos como possuidor de qualidades e características iguais as nossas;

- o nosso semelhante pode ser visto como o nosso PRÓXIMO, quando sentimos que existe uma PESSOA por trás de sua roupagem convencional, sócio-cultural.

As concepções que temos sobre a vida, e suas manifestações são fundamentadas numa visão cartesiana, que coloca o homem como centro do universo, reforçando com isso o individualismo. Fomos ensinados a pensar de forma excludente, e nessa primitiva  maneira de ver o mundo, o outro não existe, a não ser para ser usado, manipulado ou vencido. Em nosso universo só nos cabe a nós.

Podemos trocar: " Você não é deste lugar" pelo "seja bem vindo" - e estaremos na prática exercitando atos de aceitação do outro e de confiança no exercício do amor.

Continuação desse tema na próxima postagem...

Reflexões inspiradas pelas leituras das obras de Humberto Maturama, criador da Biologia do Amor e da Biologia do Conhecimento, e também em "Um Bom Começo", da Pedagoga Adalgisa Balieiro.




Dedico esse poema  a todos os meus amigos,
leitores, seguidores, visitantes , apaixonados,
indiferentes e também aos críticos...




Apesar de...


Apenas uma centelha
do Foco de Luz Universal
que faz revisões de conceitos
sem retórica e parcimônia
nesse espaço virtual

Novo paradigma de afetividade
uma explosão de mundos
inunda em órbita o meu olhar
refaz a antiga teoria mecanicista
retilínea, linear
em ecologia profunda, biologia de amar.

E é, nessa rede que me uno a você
através do pensamento sistêmico
teia que conecta a minha emoção à sua
e a de milhões em meu raio de ação

Cooperação não rima com competição!
Valores periféricos que andam na contramão...

No meu olhar e nos dedos
das minhas mãos
rumo ao meu coração
no cerne da minha vida
tem uma poesia humana
tecnológica mundana
que fala da minha essência
que ama em qualquer circunstância
aos próximos e a você na distãncia
que não te ama “porque”...
mas te ama "apesar de"...


Maria Lucia (Centelha Luminosa)