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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

OH!...ABREM ALAS, QUE EU QUERO PASSAR



Tantos risos, Oh!...Quanta alegria!

Canta o alegre folião
pela rua da cidade dança nu
sua alegoria é a liberdade
fantasia da sua solidão...


Esses risos em mim
não existem mais
sou aquela Colombina
dos antigos carnavais
vou sambando na folia
dos que se divertem no salão
com aquela velha máscara
na face da ilusão...

A mágoa é o instante que passa
a mercê das velhas canções
chora, canta, Oh!...Colombina!
Desate o nó da adrenalina
liberte essa sua paixão!

Face tão envelhecida
da saudade que perdura...
Onde a astúcia do Alerquim
e do Pierrô, a doçura?


Sob a mascara que eu carrego
oculta-se a antiga fama
 nostálgica e inquietante
anonimato é a minha flama

Prosseguem animando a festa
o surdo e o tamborim
a mascara, é o que me resta
de um carnaval dentro de mim

"Oh!...Abrem alas
que eu quero passar"...

Eu vou pra casa
Eu vou só.
sem o amor de Pierrot
sem as mentiras de Arlequim...




 



Centelha Luminosa (Maria Lucia)





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Gotas de Espiritualidade