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quinta-feira, 14 de julho de 2011

MEU MAR

És pra mim,
o
relembrar do amor o cheiro
quando me alcanças o seio e escorres
caudaloso por entre vales e montes
do meu corpo em pleno gozo...

Quando avanças encapelado
e transbordas em meu olhar
teu mistério divagante
desnuda-me inteira
no teu poder de atração
ao vestir-me de espumas
És, sensual artesão...

Ao meu peito em desalinho
És a esperança e a aurora,
ao estancar a lágrima
da minh’alma que chora
e ao fechar as feridas
em suave marulhar
gota a gota, com invisíveis
mãos de curar...

És, ainda um lírico poema
quando teces no evolar
da maresia veleiros de sonhos
que levam os meus, além-mar...

Louvam-te a soberania
Canôpus e Antares,
suspensos na luzente imensidão
quando buscam os teus mares
e espelham em ti silenciosos
o suplício da solidão...

Cale-se o burburinho
ante o orquestrar das ondas
que vêm se quebrar na areia, sem peia
num concerto à exaltação que encerra
mensagens de amor e de alegria
desse Arauto da vida na Terra



Centelha Luminosa (Maria Lucia)


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