Ao algoz das minhas letras
que me insufla desordens imunizo-me
num sorriso complacente...
qualquer palavra
que me parteje um verso
impregna-me de coisas novas
deidades que não me permitem
reprimir o impulso mesmo
para um poema
corriqueiro...
dou-me a devida proteção
às perversidades e dedos de cicuta
que se algemem ao próprio cativeiro...
Maria Lucia (Centelha Luminosa)

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