terça-feira, 26 de janeiro de 2016

SOPRO


Quando tiveste um sopro vital
pela última vez
no escaninho da alma?
a seiva que por ali corria
quase poesia
não era real?




eu sei - nada havia para oferecer
de especial além 
da amargada ausência daqui 
e, tentas inda agora
testar poderes ( os teus)
e sentires ( os meus)...




apalpas teu ego
sondas meu sangue
a cicatriz exposta
tua boca vazia de afeto
sopra volúpias quais orgasmos
que o teu corpo se compraz em nutrir
e aposta...



tolo que és!...Não valeu!
o liame
desse lado há muito
exangue
tênue sopro
feneceu!


Maria Lucia (Centelha Luminosa)