sábado, 29 de dezembro de 2012

CONSUMISMO em Época de FINAL DE ANO



Agradeço imensamente ao parceiro amigo Christian V. Louis 
por mais essa oportunidade em participar de mais uma, a última Blogagem Coletiva do ano.



DESAFIOS.


Final de Ano. Desafios.

Um tempo marcado pelo encantamento das energias natalinas para alguns, e para outros o encantamento provocado por maciça propaganda, lojas lindamente decoradas, vitrines ornamentadas e repletas de novidades e, maravilhosa tecnologia que a muitos se apresenta como o chamado “sonho de consumo”, convites tentadores ao consumidor em potencial.

Penso que o Natal a cada ano que passa se torna mais comercial, mas o que inquieta a minha mente são insistentes indagações sobre qual a maneira de resistir tanta tentação ao consumo, ou tentar equilibrar necessidades versus desejo de possuir, que se apresenta como grande desafio, principalmente por essa época de intenso apelo emotivo, que vem de mãos dadas com o imediatismo que pode, também, representar em muitos casos, o “canto da sereia”. Quem resiste?


Marketing.

Convém lembrar que não se trata de culpar ou responsabilizar o marketing que busca aquecer a Economia, e dinamizar o comércio, pelos gastos desenfreados de muita gente, porque a compulsão de chafurdar-se no excesso está no indivíduo como comportamento contumaz durante o ano todo, e que só se intensifica por ocasião das festas natalinas e, observar que esse mesmo consumidor é envolvido por uma onda frenética e perigosa: o ímpeto de comprar até o que não se tem necessidade, o que corresponde à definição do dicionário ao "consumismo: (consumo + ismo)
S.m. Hábito ou ação de consumir muito, em geral sem necessidade.


O que se oculta por trás do consumismo? 

Ante as variadas opções, convidativas e tentadoras dessa época do ano, com o acréscimo do décimo terceiro salário em mãos, a incansável publicidade, o sentimento de obrigatoriedade em presentear amigos e parentes, a possibilidade de adquirir bens pela facilidade do Cartão de Crédito, os cuidados exagerados com a aparência, as pessoas expõem, então, a sua face íntima.
Preenchem com “coisas” de fora, os vazios de dentro, “coisificando-se”. Não percebem que existem outras prioridades do que a do imediato, e que por trás dessa atitude consumista, por exemplo, pode estar oculto um sentido, um significado. Ora...Mas quem estaria interessado em decifrá-lo?


Endorfina. Prazer momentâneo.

E tem, ainda, a satisfação que o consumo em excesso dá àquele que o pratica, pois,  o apetite em possuir cada vez mais é, segundo os fisiologistas, espetacular sensação produzida pela endorfina, que é liberada na corrente sanguínea em altas doses, não obstante, seja prazer momentâneo.
Percebo, também, nas crianças, certa avidez em seus olhos, pelo desejo de possuir coisas, em especial os eletrônicos, modernos celulares, tablets, jogos de computadores, e outras novidades do mercado é, constatar que tão logo os adquirem, passando o primeiro entusiasmo, esses bens são abandonados, esquecidos em um canto qualquer, como objetos descartáveis e o interesse imediatamente voltado para outros objetos, dando vazão ao desejo insaciável de possuir mais e mais, com a condescendência dos pais, ou responsáveis...

Priorizar gastos.

Quem venceria esses desafios, senão quem já exercitou a necessidade de priorizar os gastos e finanças com bom senso?
Talvez, àquele que cultive valores, como amizade, sentimentos, auto-estima, a autoconfiança, a descoberta em si mesmo de talentos e potencialidades, o exercício de experenciar novos rumos, novas formas de se obter prazer a curto e longo prazo, como a vivência de relações verdadeiras, ou as alegrias simples...

Estes talvez, não se deixariam influenciar pelos “clichês mentais”, produzidos pela propaganda em massa, de possuir bens para gerenciar a satisfação de pertencer a grupos, como forma de socialização. Saberiam comprar com critério e, inclusive, aproveitariam a oportunidade para orientar crianças e jovens na família, no sentido de ter em mente que dinheiro é resultante de muito suor, trabalho e sacrifícios...

Numa época em que “ter” parece sobrepor-se ao "ser", em que a aparência insiste em estar acima dos valores essenciais do ser humano, o consumismo é estimulado como se fosse algo fundamental a ser agregado às necessidades básicas das pessoas. Vencer desafios como esses num campo onde o prazer de consumir está instalado, ao meu ver, corresponde colocar a essência acima da aparência valorizando o SER.

Na ponta do lápis.

Uma forma prática de equilibrar a capacidade de comprar sem excessos, não gastando mais do que se ganha, seria aquele velho hábito dos nossos pais, de trazer o orçamento na ponta do lápis, tendo em mente e no papel que o início do ano virá acompanhado de despesas, tais como IPVA, IPTU, material e mensalidade escolar, acrescidas de conta de luz, de água, telefone, aluguel... Talvez isso ajudasse a refrear impulsos e desejos, administrando um modo de lidar com a economia.

Nesse instante, é bom lembrar que no saldo final o prazer de se entrar o ano com as finanças equilibradas, sob controle, ao prazer momentâneo de consumir em excesso, fraquejado na vontade, será muito maior, real e duradouro, porque foi desafio vencido.

Maria Lucia (Centelha Luminosa)


Essa é a minha participação na Blogagem Coletiva 
produzida por Christian V. Louis, e também
a última postagem  no Blog, do ano de 2012

Obrigado Parceiro!!!