Agradeço aos parceiros Christian V. Louis, e Elf Pandora,
pela oportunidade que me concedem em participar de mais uma Blogagem Coletiva.
Que “Lendas Urbanas,” seja um sucesso tão grande ou maior
que as Blogagens Coletivas anteriores.
Muito Obrigado!
Todos os dias, pontualmente, ela
visitava a Biblioteca Municipal.Entrava pela lateral e, desaparecia pelo
corredor que dava acesso às dependências do salão de leitura. Isso já há alguns
meses. Ele a via entrar, mas nunca a via
sair. Já se posicionara nas imediações do prédio, que não era tão grande assim,
de forma a não perdê-la de vista, mas nunca conseguira surpreendê-la na saída. Precisava
investigar aquela moça tão estranha, pensava.
Bibliotecário
responsável pela entidade, o jovem Oswaldo cumpria também a função de porteiro,
já que não se encontrava candidatos para esta função, a altura de sua
criteriosa seleção.
Olhar astuto e
curioso, não compreendia porque aquela moça tão bonita, elegante e de ares
angelicais, que nunca lhe passara despercebida, não usava a entrada principal.
Muito estranho!
Certamente que
qualquer freqüentador da biblioteca poderia utilizar quaisquer das portas de
acesso a que ele denominava “casa da cultura”, que contava com três, e invariavelmente,
todo mundo entrava pela porta principal. Somente aquela senhorita a qual nem
sabia o nome, mas que ele havia nomeado Srta Morena Bonita, o fazia pela porta
da lateral esquerda do edifício...
Procurara no livro de
presença da biblioteca, mas nada encontrara sobre ela, nenhuma referência sobre
a sua presença ali, todos os dias.
Lembra que a vira
pela primeira vez algum tempo atrás. A data não lhe parecia importante, mas
sabia que ela freqüentava a biblioteca todos os dias, às tardes. Sem faltar um
dia sequer. Muito culta a tal moça, pensava, enquanto alisava as madeixas
louras a lhe caírem sobre os ombros.
Muitas vezes, circulava pelo interior da
Biblioteca para observá-la, discretamente. Ele tinha essa possibilidade, já que
se tratava de funcionário efetivo e cuidar da "casa da cultura" em todos os seus
quadrantes, era função sua, inclusive, saber quem eram os seus
freqüentadores. Se bem que nos últimos tempos, notava que o gosto pela leitura
havia diminuído e a freqüência a Biblioteca já não era a mesma de antes. Talvez a ausência dos
leitores se devesse àquele triste acontecimento que o envolvera, provocado pelo destempero de José Antunes,
ao qual evitava pensar por causa da fissura que isso lhe causava...
Sorria, com certa vaidade ao pensar que Srta Morena Bonita, se parecia
com ele, verdadeira “devoradora” de livros. Percebia que a leitura preferida da
jovem se tratava de obras poéticas, alguns contos românticos, parnasianismo, ensaios
e memórias...
Porém, em relação a
ela, era tudo diferente. Sabe-se lá por qual sortilégio ele não conseguia se
aproximar da moça, como sempre fizera com todos os freqüentadores da Biblioteca
Municipal. Em poucos anos de trabalho por ali, havia cultivado muitas
amizades e conhecia praticamente quase todos os estudantes, pesquisadores e
amantes dos livros. Assim como ele.
Cumprimentava e
dirigia a todos palavras amáveis de boas vindas. Bons tempos. Mas, esse mesmo
tempo, trouxera tantas mudanças, pensou magoado...
Naquela tarde, tomara
uma decisão. Iria ao seu encontro na sala de leitura, romperia o “cordão de
isolamento” que o impedia de se aproximar e puxaria conversa. Sabia por oficio
que o silencio nessa sala de leitura, era lei, mas estava disposto a
infringi-la por alguns minutos apenas.
Inseguro, coração aos
saltos, pernas trêmulas. Era assim, que Oswaldo se sentia ante a porta de
entrada da sala. Antes, verificara que não havia mais ninguém a dividir
o mesmo recinto com a jovem, portanto, estaria a sós com ela .
Mas, precisava se acalmar.
Por que estava tão nervoso
assim? Logo ele, moço extrovertido, experimentado nas lides com o público em
geral, gente de todo nível e faixa etária. Aquela moça morena, bonita, de
fisionomia doce e gentil, o intimidava por alguma razão. Talvez fosse por causa do
mistério que a envolvia, refletiu inquieto.
Nem mesmo José Antunes,
fazendeiro arrogante e orgulhoso que espezinhava a quem julgasse seu
inferior, lhe metera medo tempos atrás, ao lhe acusar pelo sumiço das
obras raríssimas que havia doado a Biblioteca, a pedido da filha, antes de
seu falecimento nesse mesmo ano...
Jovem generosa,
amante da poesia e da literatura, vivia reclusa em sua bela casa, com os pais, por
causa de enfermidade grave que acabou por levá-la para outro mundo, precocemente. A esse pensamento, um frio sobe-lhe pela espinha dorsal e num
gesto rápido faz o sinal da cruz. Não a conhecera pessoalmente, mas sabia pela
gente do lugar, de todas as bondades que a única filha do fazendeiro realizava
em favor dos mais necessitados de Ribeirão Verde.
Defendeu-se cara a
cara com José Antunes, à altura, enfrentou-o ante a acusação de roubo, de
desvio das tais obras. Por fim, depois do conflito, o homem não voltara a
importuná-lo. Não soube mais nada a respeito dele. Talvez tivesse se mudado da
cidade.
Sentira-se um pouco
cansado, não queria mais pensar no assunto. Uns dias de férias lhe faria bem, para
recompor-se após nefasto acontecimento, de vergonha para ele, que se tratava de
um rapaz integro, probo, de comportamento reto, na vida e na profissão. Para
substituí-lo, a diretoria da entidade, designara uma professora aposentada, respeitável senhora, da confiança da diretoria.
Lembra que quando retornara
das férias, fora preciso firmeza e muita diplomacia para afastar a sua substituta,
pois, que a mesma se negava a ceder-lhe o lugar, que ele julgava seu de
direito. Quanto tempo se passara desde então? Não cogitava mais disso.
Imerso nessas
lembranças sentia que aos poucos a calma voltava, e já se sentia pronto para
uma abordagem àquela moça que ao mesmo tempo temia, quanto o atraia. É quando
ouve a doce voz vinda do interior da sala, convidando-o:
- Entre Oswaldo,
estamos a sua espera.
Uma bomba sobre a
cabeça, não teria surtido o mesmo efeito.
O calafrio que
percorrera o seu corpo, os pêlos eriçados, e o intumescimento da musculatura
das pernas, era por demais paralisante, impedindo-o de debandar dali o mais
rápido que pudesse... Só não contava com aquela força poderosa que o atraia para
dentro do salão de leitura.
Não foi sem espanto e estranheza que deparou com um pequeno número de pessoas de pé, olhando em sua
direção, com expressão de simpatia e bondade. Reconhece, surpreso, cada um ali presente. Escritores e poetas conhecidos seus, através
das inúmeras obras que manuseara, nas imensas prateleiras impecavelmente limpas
e organizadas. Autores que conhecia, pelas leituras que fazia noite adentro,
mergulhando nos contos, histórias e poesias.
Quanta vez não citara
seus nomes e seus trabalhos para jovens e crianças, objetivando a divulgação de
tão belo trabalho da literatura brasileira? E agora, estavam ali,
materializados em carne e osso, como se tivessem saído de suas próprias obras, em
suas vestes originais, a sorrir-lhe, como bons e velhos amigos.
A sua frente estavam
nada mais nada menos que Castro Alves, José de Alencar, Aluísio Azevedo, Machado
de Assis, Gonçalves Dias, Auta de Souza, Monteiro Lobato, Casimiro de Abreu,
Guimarães Rosa, Cecília Meireles, e com um belo sorriso, a atrair-lhe a Srta
Morena Bonita, tendo fixos nos dele, os olhos profundamente negros.
- Quanto mais
antigo é um fato, mais ele se mistura às lendas, não é mesmo, Oswaldo?
Conheço
os acontecimentos relacionados com o desaparecimento das obras literárias
doadas à Biblioteca, por José Antunes, no ano de 1990.
Parece que há
um bloqueio em sua memória, pequeno detalhe do episódio naquele período em que
tudo aconteceu. Lembra-se dele, agora?
Oswaldo
empalidece. O que ela queria dizer com “bloqueio na memória”?Como se um
estampido rompesse forte muralha, abre-se em sua mente uma fresta e, o
bibliotecário constrangido, vê uma cena a muito esquecida. Ao receber na
portaria da Biblioteca inúmeras caixas contendo livros, vinda da fazenda de
José Antunes, pensara, naquele dia, que antes de organizá-los nas estantes da
sala de leitura, pudesse lê-las uma por uma, adentrar àquelas obras raras, que
somente a jovem Antunes tivera o privilégio de fazê-lo. Autores brasileiros a quem admirava. Talvez
tivesse sido um egoísmo seu apropriar-se de tais leituras antes do público, e
depois da dona dos livros. Quanta honra. Irresistível tentação. Mas, dentro de
pouco tempo, toda aquela riqueza literária estaria à disposição a quem
desejasse lê-las. Depois dele, certamente.
Mas, muita
gente visitava a Biblioteca em busca de tais livros. Ainda mais sabendo
trata-se de doação da falecida, obras raras, de autores brasileiros. Muita
gente protestava por não encontrá-los nas prateleiras, e gritava à porta. Até que José Antunes, viera pra resolver tal
questão. Homem rude acostumado a resolver suas pendengas com violência, ainda
mais que se encontrava inconformado, revoltado com a morte da filha amada,
sentia necessidade de extrapolar os sentimentos feridos. E extrapolou!
- Estamos aqui
reunidos com a finalidade de lembrar-lhe que é chegada a sua hora de deixar as
suas funções – continua a moça com voz suave e firme. - A população da cidade
não freqüenta mais a Biblioteca Municipal, nem os seus filhos, nem os estudantes
das escolas.
A cada dia, vemos os livros apodrecerem nas estantes, principalmente nos dias que se seguem, com o advento da Internet, as bibliotecas parecem condenadas a um “santuário cultural”, infestadas de pó e pragas a devorarem as nossas mais preciosas obras. Precisamos revitalizar esse patrimônio cultural da cidade, e contamos com sua preciosa colaboração.
A cada dia, vemos os livros apodrecerem nas estantes, principalmente nos dias que se seguem, com o advento da Internet, as bibliotecas parecem condenadas a um “santuário cultural”, infestadas de pó e pragas a devorarem as nossas mais preciosas obras. Precisamos revitalizar esse patrimônio cultural da cidade, e contamos com sua preciosa colaboração.
- Que eu... posso
fazer...para ....a...judar? – murmura o homem, com humildade sincera.
- Aceite que
outra pessoa o substitua. Se afaste da porta de entrada, onde insiste em
permanecer dia e noite, cumprindo de forma obcecada uma tarefa que não mais
lhe pertence. Temos uma nova ocupação
para você em outros departamentos da vida, em que temos plena certeza, de que
será efetivamente mais útil.
Meu nome é
Elisa Antunes. Antes de falecer, no ano de 1990, comuniquei o desejo ao meu pai
José Antunes, de doar todos os meus livros, da minha biblioteca particular à
biblioteca da Ribeirão Verde. Há meses tenho vindo à Biblioteca, com o firme
propósito de atraí-lo até mim, para convencê-lo a partir conosco, de livre
espontânea vontade, convencido de que o seu prestimoso trabalho por aqui, não
se faz mais necessário.
Nossos poetas e
escritores vieram especialmente para acompanhá-lo, haja vista, a sua grande
dedicação e divulgação de suas obras. Pelos cuidados e gosto pela leitura, foi considerado
justo, conduzi-lo em sua nova ocupação, em outra “biblioteca” da vida.
Sua presença,
caro Oswaldo, há anos aí na frente da
Biblioteca Municipal, já se tornou uma lenda aos olhos dos habitantes de Ribeirão
Verde. E é uma lenda “viva”, convenhamos, vivamente horripilante, que o senhor
há de concordar, pois, que despido de suas vestes da matéria densa, ou seja, do
seu corpo de carne, tem assustado e afugentado muitos leitores há trinta e dois
anos, logo após o tiro certeiro do revolver do meu infeliz pai, que acabou por
vitimá-lo. Assim sendo, muitos leitores dessa cidade deixam de conhecer o que
tanto o senhor cuidou e divulgou: obras importantíssimas da rica literatura
brasileira.
Podemos ir, agora?
Esse conto, não se trata de uma lenda
urbana, e sim, de um conto fictício.
Maria Lucia (Centelha Luminosa)
.jpg)

Apesar de não ser escritora, contista, ou cronista, faço uns ensaios de vez em quando, nas Blogagens Coletivas, que considero uma das melhores ideias da Blogosfera.
ResponderExcluirE em Lendas Urbanas, participo com um conto fictício. Espero que gostem...
Beijinhos da Lu...
Lu... Olha, devo admitir que esperava outra coisa, quer dizer, pensei que era uma coisa e me surpreendi com outra! A ideia de inserir os grandes nomes de nossa literatura na história foi muito criativa. Me lembrei dos romances espíritas que li. Parabéns Lu, excelente participação!
ResponderExcluirum beijo.
Lindo conto e participação.Inspiração belíssima! beijos,chica
ResponderExcluirJesus Maria e José como dizia minha mãe, parabéns amiga vc me surpreendeu, eu pensando que só a moça era a defunta e nem tão pouco o porteiro, arrasou Lúcia, de verdade, me lembrei de um filme com a Nicole Kdman "Os Outros" Amei! parabéns!
ResponderExcluirLu... Sem puxa-saquismo (sabe que não sou disso, quando não gosto fico bem na minha, rs), mas que conto! Você poderia inclui-lo em algum concurso (que não dependa de votação de terceiros, rs, mas sim, concursos profissionais) pois tem grandes chances de pegar uma boa colocação e falo sério.
ResponderExcluirDurante todo o tempo não consegui desgrudar os olhos do monitor, tinha desconfiado, quando contou sobre o velho, que a morena seria a filha dele, foi o único momento previsível do conto e, raramente algum conto não tenha um momento previsível, portanto...
Porém, o desfecho, a parte que considero a mais importante em uma narrativa, foi surpreendente, fantástico... De modo algum eu poderia imaginar que o cara também estaria morto.
E cá entre nós, eu adoraria encontrar com uma boa turma de autores que admiro depois de morrer.
Lu... minosa. Muito obrigado por participar da nossa BC e com um texto brilhante como este!
Está de parabéns.
PS: Não esquece de deixar o link lá no blogue para concorrer ao livro.
ResponderExcluirMinha querida
ResponderExcluirAdorei ler este belo conto e muito bem escrito.
Os meus parabéns e desejo a maior sorte.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Oi Lu maravilhosa
ResponderExcluirEu fiquei até "avexada" com o conto que escrevi, visto o conto tão estruturado que vc escreveu amiga. Como os outros já disseram, a gente pensa que é uma coisa, quando chega no final, é uma surpresa!
Bjão. Fique com Deus!
Olá,
ResponderExcluirInstigante seu conto, apreciei muito!
Parabéns por abrilhantar sua participaçao nessa BC
Bjos
Minha amiga! Parabéns! Simplesmente, adorei! Um abençoado e feliz final de semana!
ResponderExcluirAbraço fraterno e carinhoso!
Elaine Averbuch Neves
http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/
Que conto interessante!
ResponderExcluirManteve a minha atenção do começo ao fim! Muito bom!
E o melhor de tudo, não esperava pelo final. Realmente, nem desconfiei de que ele estava morto há tanto tempo.
Parabéns pela excelente participação na blogagem!
Adorei!
Um grande abraço
Nossa... amei, amei mesmo, adoro contos assim.
ResponderExcluirParabéns pelo texto, muito criativo.
Bjs
http://www.artesdosanjos.com.br/2012/10/blogagem-coletiva-lendas-urbanas.html
Nossa... amei, amei mesmo, adoro contos assim.
ResponderExcluirParabéns pelo texto, muito criativo.
Bjs
http://www.artesdosanjos.com.br/2012/10/blogagem-coletiva-lendas-urbanas.html
Olá Lu, boa tarde!
ResponderExcluirParabéns! Gostei muito desse Conto, e, com mais razão ainda, sem falar da satisfação, venho lhe convidar para participar do 1º CONTOS E PROSAS do Vendedor de Ilusão.
Veja a notícia no blog e saiba das condições e as datas da realização do evento.
Esperando que se anime a participar enviando uma de suas criações, deixo meu abraço.
Até mais!
Oi Lu! Desculpe-me por ficar tanto tempo sem vir aqui. De uns tempos a esta parte tenho tido problemas com meu blog, primeiro não conseguia mudar a midi e ai descobri que o "Amor Desbragado 3" não tem mais espaço e se esgotou por completo. Diante desse impasse não sei o que fazer, se vou em frente ou se paro. Estarei fora do ar enquanto resolvo que decisão tomar. Deixo aqui o meu carinho e minhas desculpas pela ausência forçada. Saudações Poéticas - Mario Neves.
ResponderExcluirBoa noite Amiga.
ResponderExcluirQuanto tempo sem visitar seu blog!!
Confesso esta difícil para mim manter minhas visitas.
Adorei ler o seu conto sem a menor sombra de duvidas escreve muito bem querida.
Um lindo final de semana beijos,Evanir.
Menina que coisa mais linda de se ler..
ResponderExcluirOlha que eu comecei e não consegui desgrudar os olhos até terminar.. foi me dando uma aflição...
Gente e que fim...
Meu Deus que coisa mais linda..
Olha!!! Todos os elogios mais que merecidos.. seu conto está fantástico..
Amei... amei..
Um beijo carinhoso e um sábado lindo viu?
Sheila
Olá minha Amiga Lu!
ResponderExcluirParabéns pelo conto gostei muito. Está lindo! Houve um momento que eu pressenti que o bibliotecário estaria morto, tal como a moça que no início do conto entrava na biblioteca e que ele nunca a via sair, mas também não conseguia aproximar-se dela.
Não sei se conheces o filme O 6º Sentido, mas o teu conto fez-me lembrar do filme. É que infelizmente, muitas pessoas morrem mas não sabem que morreram. O teu conto, é um conto espírita.
Parabéns, minha amiga!
Obrigada pela visita.
Um beijo grande e um dia luminoso,
Cris Henriques
http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com
Um belo conto! Posso até falar com um final inusitado... esperava um terror daqueles dos bravos, mas nem foi tanto...
ResponderExcluirParabéns!
Beijos
Oi Lu,
ResponderExcluirsensacional este teu conto atrativo, instigante e com um final surpreendente.Só desconfiei da srtª Morena ser a tal filha falecida, mas não esperei a revelação sobre Oswaldo.Brilhante!
Parabéns!!!
Pense em dedicar-se a esse gênero, viu?
Bjinhos,e bom fim de semana.
Calu
Olá, Maria Lucia.
ResponderExcluirParabéns pelo conto, é o melhor que eu leio em muito tempo.
Demais a forma como conseguistes fazer com que a história tenha ficado hipnotizante, levando a um final inesperado.
Espero que continues a escrever contos, já que possuis habilidade e talento se sobra para isso.
Abraço e bom fim de semana pra ti, maria Lucia.
Lu, li cada palavra, fiquei presa no suspense, amei!!!
ResponderExcluirBelo conto, criativo, parabéns!
Não imaginei que o porteiro também fosse um fantasma a espantar os frequentadores da biblioteca, pensei só na moça,surpreendeu!!!
Beijos amiga poetisa e contista!!!
Olá!Boa noite!
ResponderExcluirTudo bem por aqui?
Maria Lucia Centelha Contista...
bem...eu vou logo te dizendo que li em partes...e na primeira parte, tinha um desfecho comigo,que a MORENA era a "fantasma" e confesso que me surpreendi com o final, quando vi que era seu OSWALDO. Já imaginou encontrar todos esses autores mencionados por vc...nem meda teria..seria uma glória!
Parabéns pela sua participação BRILHANTE na BC...muito belo e arrepiante conto!
Bom domingo!
fui...mêda
Beijos
Olá amiga querida, como estas? Espero que maravilhosamente bem.
ResponderExcluirMenina estou aqui de boca aberta maravilhada com este conto, estava lendo hipnotizada. Que conto forte e muito bem escrito, digno de louvor.
Parabéns e espero ver mais contos por aqui, pois este esta magnifico mesmo.
Um belo fim de semana. Beijinhos.
Olá Lu, cara amiga, boa tarde!
ResponderExcluirObrigado pelo comentário entusiasmante!
Desejo-lhe um excelente resto de domingo e uma semana de muita paz...
Abraço.
Conto excelente, e o desfecho me surpreendeu! Imaginei quem fosse a moça, mas não passou pela minha cabeça que Oswaldo há muito não fazia parte do mundo dos vivos. Fiquei envolvida até o final..
ResponderExcluirVou confessar algo: já é a terceira vez que clico para ler este teu texto, mas quando estava no primeiro parágrafo, algo me tirava a atenção.. então retornei hoje, quando sabia que poderia ler o conto todo sem interrupções.
Parabéns pelo conto e pela participação na BC!
Olá!Boa tarde!
ResponderExcluirMaria Lucia Centelha...
agradecer o carinho dedicado ao meu blog e desejando uma ótima semana!Bençãos infinitas!
Beijos
...indo viajar..aff maria..
Puxa vida Lu, ficou maravilhoso seu conto fictício que contou da lenda da cidade.
ResponderExcluirCoitado, nem sabia que era uma alma penada... E no caso nem era culpa da internet ou outros meios de comunicação o abandono da população à biblioteca. Eu também fugiria! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
E ainda lembrou dos nossos principais poetas. Parabéns querida pela participação, ficou show.
bjks doces e boa semana
Demonstrou neste texto, uma linguagem surpreendente que encanta pelo conteúdo e pela temática.Beijo de leitor.:-BYJOTAN.
ResponderExcluirLu,
ResponderExcluirTudo bem? Está melhor dos tendões? Cuide-se!
O seu conto foi tão real que nunca pensaria que era ficção. Senti até medo e fiquei pensando nos grandes nome que citasse.
Outro dia fiquei pensando que quero doar os meus livros a uma biblioteca de uma cidade de interior, mas nem de longe quero assustar. Só se sentir muitas saudades....
Boa semana e beijos.
Olá! Passando pra agradecer o carinho... Tem post novo! Um abençoado e feliz início de semana!
ResponderExcluirAbraço fraterno e carinhoso!
Elaine Averbuch Neves
http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/
Sabes cara amiga que senti este conto como se eu pudesse ter alguma influencia?
ResponderExcluirAdorei, pela fluidez do desenrolar, pela expectativa e por aquela sabor que nos deixa no fim a pensar se de verdade não podia ter acontecido.
Deves continuar pois em prosa também é possível fazer boa poesia.
Parabéns.
Um beijo
Querida amiga
ResponderExcluirHá palavras
tão deliciosamente
escritas.
que desde o primeiro
momento da leitura
nos capturam.
Ser feliz é um compromisso
com a vida.
Olá Lú.
ResponderExcluirMagnifico conto (?). “Fictício”? Será mesmo? Tem vezes que a vida escreve sem a gente perceber, médiuns do infinito, em alguns momentos podemos manifestar na arte a realidade invisível da vida que sobrevive à morte. Até onde a ficção? A realidade? Literatura? Psicografia? De qualquer forma. Parabéns! Muito bom mesmo.
Um abração querida amiga.
.
ResponderExcluirOi,
Amanhã eu falo dos
que partiram sem a
mínima vontade de nos
deixar. Quando você
chegar eu dou os de-
talhes deste fato.
Espero por você.
silviofonso
.
Arrepiou a epiderme!!! Arrasou no contexto, todos que amam a leitura correm o serio risco de se apaixonarem por essa história tão bem construída!!! Amei!!! Parabéns!!!
ResponderExcluirOlá, parabéns pelo blog!
ResponderExcluirSe você puder visite este blog:
http://morgannascimento.blogspot.com.br/
Obrigado pela atenção
Muito bem traçado o teu conto. Valeu a leitura!
ResponderExcluirAbração.
Olá, Lú
ResponderExcluirQue belo conto, parabéns!
Beijos com ternura...
ResponderExcluirOlá Maria Lúcia,
Li numa golada só. Fantástico. Você se saiu muito bem como contista. O final me surpreendeu, pois sequer imaginei a possibilidade do Oswaldo estar desencarnado e preso à Biblioteca.
Parabéns!
Adorei.
Beijo.
Parabéns pelo conto, Maria Lúcia!! Pelo desenrolar, imaginava que fosse a Srta. Morena Bonita, a alma penada. Mas eram todos almas penadas!! Ainda bem que é uma história fictícia, pois as bibliotecas encerram já algumas histórias horripilantes.
ResponderExcluirEm determinada parte do conto, houve um questionamento e uma resposta veio à minha cabeça. Cito a parte e depois a minha resposta:
"A população da cidade não freqüenta mais a Biblioteca Municipal, nem os seus filhos, nem os estudantes das escolas.
A cada dia, vemos os livros apodrecerem nas estantes, principalmente nos dias que se seguem, com o advento da Internet, as bibliotecas parecem condenadas a um “santuário cultural”, infestadas de pó e pragas a devorarem as nossas mais preciosas obras. Precisamos revitalizar esse patrimônio cultural da cidade, e contamos com sua preciosa colaboração.
- Que eu... posso fazer...para ....a...judar? – murmura o homem, com humildade sincera."
Convenhamos que as bibliotecas brasileiras estão às moscas e, as particulares nem sempre manuseadas. Um mesmo livro em 10 anos, talvez seja remexido 100 vezes? Não é muito pouco?
Fica o convite para conhecer o BookCrossing Blogueiro que acontecerá do dia 08 ao dia 16 de Novembro.
Obrigada pelo prazer de ler seus escritos!
Nossa surpreendente, adorei escreve muito bem.
ResponderExcluir