quinta-feira, 11 de novembro de 2010

FANTASIA


Mais uma noite vazia de brilho.
Sombras na rua deserta acobertam ruídos
Na transparência da cortina
Adormece a mulher
P’ra acordar a menina

Escuta!...Guitarras entoam baladas
E fazem lembrar antigo sonho desfeito
Rasgado ali no baú...
O vestido de luar ainda espera
Os bailados perfeitos
Que não se permitira bailar...

Nos cabelos presos em tranças sobre
os ombros nus, o laço do inverossímil
E, os dedos longos como os anos
Desatam as amarras e os nós!

Revira a noite de si mesma
Enche a alma do lume das estrelas
Se re-inventa e sai da janela
P’ra dançar...

Seu corpo candeeiro
Alumia os passos febris de sua dança
Vôo da alma...
Uma salva de palmas
Que só a ela, alcança

Dança... dança...dança em frenesi
Rodopia, e sorri.

A noite se imobiliza. Envelheceu.
Fecha-se a cortina
O cenário desfaz-se. Sai de cartaz.
Vem o Sol. O amanhecer é lento
Demais.

Nenhum resquício da noite.
Naquele momento,
A menina dorme em paz!


Centelha Luminosa (Maria Lucia)

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