terça-feira, 3 de agosto de 2010


Em todas as estradas eu busquei e, encontrei
Alucinantes aventuras pelas madrugadas.
Ansiava pela festa dos sentidos. Cantava!...
Em confiança ao lado de falsos amigos
Agitava-me insano numa estranha dança
Pra caminhar, depois, trôpego e cansado
Sem perceber, que ao léu, o sonho almejado
Onde ainda me ponho, jamais seria realizado!
Ante a ilusão que me assaltava
Esquecia-me pouco a pouco, do caminho do retorno
Mais e mais, eu me afastava
Do colo morno dos amados que eu deixava...
Revi em sonhos, cenários que eu não quis...
Cenas consternadas, faces contraídas. Espanto.
Ali, de alma perjura, cortei meu elo da raiz
Parti atado ao cárcere de encanto...
Qual o Filho Pródigo do ensinamento
Recobro a razão por um momento:
- De onde és, infame? Qual teu nome?
Consterna-me por resposta a lembrança
Que não condiz ao tardio arrependimento

Réu e juiz! Peito rouco...Olhar vago
Corro feito um louco. Sinto nas entranhas, então
Minhas raizes fincadas bem fundo. No coração!

Centelha Luminosa (Maria Lucia)



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